Projeto fundamental tanto para novas construções

O projeto de para-raio, tecnicamente chamado de projeto de SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas), é um estudo técnico essencial para proteger edificações e pessoas contra os efeitos destrutivos das descargas atmosféricas, ou seja, os raios. Esse projeto é fundamental tanto para novas construções quanto para edificações já existentes que precisam se adequar às normas de segurança.

O desenvolvimento do projeto deve seguir rigorosamente os critérios estabelecidos pela norma NBR 5419, que define os parâmetros técnicos para análise de risco, dimensionamento, instalação e manutenção de sistemas de para-raios. Essa norma é dividida em quatro partes e contempla desde a avaliação de riscos até as medidas de proteção internas e externas.

O processo começa com a avaliação do risco de queda de raio na edificação. Essa análise leva em conta fatores como localização geográfica, altura da construção, tipo de estrutura, materiais utilizados, ocupação do imóvel e quantidade de pessoas que circulam no local. A partir dessa avaliação, o engenheiro responsável determina o nível de proteção necessário (Nível I, II, III ou IV).

Com base nesse diagnóstico, é elaborado o projeto técnico, que especifica todos os componentes do sistema: captores (pontas captoras ou gaiola de Faraday), condutores de descida, conexões, sistema de equipotencialização e, principalmente, o aterramento elétrico, responsável por dissipar a energia da descarga de forma segura no solo.

Além da proteção externa, o projeto também pode incluir medidas de proteção interna, como o uso de dispositivos de proteção contra surtos (DPS) e blindagem de circuitos, evitando danos a equipamentos eletrônicos e sistemas sensíveis.

O projeto deve ser elaborado por um profissional legalmente habilitado, geralmente um engenheiro eletricista, que também deve emitir a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). Esse documento é obrigatório para validação legal junto a órgãos públicos, seguradoras e para obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Ele deve ser feito com critérios técnicos, responsabilidade e respeito às normas vigentes, assegurando que o sistema funcione de forma eficaz diante de qualquer descarga atmosférica.

Postagem criada em: 27/08/2025 - 08:09


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